Artistas: Marise Barros, Rita Coppos e Beth Rocha
Curadoria: Julie Brasil
Agosto de 2023
A casa, o jardim e a terra
Marise Barros
Marise Barros
Marise Barros
Marise Barros
Marise Barros
Rita Coppos
Rita Coppos
Rita Coppos
Rita Coppos
Rita Coppos
Rita Coppos
Beth Rocha
Beth Rocha
Beth Rocha
Beth Rocha
Beth Rocha
Beth Rocha
1º Ateliê Aberto do Cedro da Gávea
No dia 26 de agosto de 2024, o Cedro da Gávea Ateliê abriu suas portas para que as artistas visuais Elizabeth Rocha, Marise Barros e Rita Coppos mostrassem seus trabalhos. Com a curadoria de Julie Brasil, este foi o 1º Ateliê Aberto do Cedro da Gávea com a exposição Três universos: a casa, o jardim, a terra.
A casa – Marise Barros
As pinceladas de Marise Barros revelam a sensibilidade da artista, que capta não apenas a aparência física dos objetos domésticos, mas também a essência emocional que eles carregam. Nesse encontro entre arte e memória, somos levados a mergulhar em nossas experiências familiares, revivendo momentos contraditórios de angústias e alegrias vividas juntos.
Cada pintura, figurativa ou abstrata, é uma tela de significados múltiplos, como as próprias nuances complexas das relações. Através delas, a artista nos convida a revisitar a nossa casa, a valorizar as pequenas grandes coisas que fazem parte de nosso dia a dia, e a tensionar os laços que nos unem àqueles que amamos.
A pintura se torna um veículo de transmissão de memórias, de conexões afetivas que se perpetuam além do tempo. Os trabalhos de Marise refletem as paisagens internas da alma, onde se mesclam sentimentos. É uma verdadeira celebração da vida pintada em cores e formas que tocam o coração.
O jardim – Rita Coppos
A pintura de Rita Coppos é um encontro mágico num jardim de delícias, no qual pinceladas vívidas e enigmáticas mostram-nos um cenário extravagante, em que a volúpia de seus gestos se mistura com formas fantásticas em um frenesi de cores. O dançar das tintas e o flutuar das formas nos fazem descobrir o encanto do ser humano, capaz de criar mundos inteiros em seu interior.
O jardim da artista torna-se uma sinfonia psicodélica, onde cada mancha se transforma em uma nota de uma melodia hipnótica e nos conduz a um universo em que o real e o irreal desafiam a lógica e revelam que a veracidade pode ser tão caprichosa quanto as cores do arco-íris. E é assim que esses dois mundos oníricos se fundem.
Abre-se um portal liberto das amarras da realidade convencional e mergulhamos em um redemoinho de sensações e percepções. O jardim caleidoscópico de Rita é uma ode à imaginação, além de ser um convite para desbravar os recônditos de nossas psiques, uma jornada sem igual.
A terra – Elizabeth Rocha
Nas entranhas da terra, silenciosos e enigmáticos, os objetos de barro e cerâmica de Elizabeth Rocha, revelam vestígios que nos conduzem a uma viagem arqueológica pelos muitos mundos que habitam o nosso planeta. Os artefatos carregam consigo parte de civilizações, testemunhas de culturas que um dia floresceram.
A artista nos lembra de que a história do planeta é um mosaico complexo e contínuo, onde cada civilização teceu sua narrativa única no grande tecido da humanidade. Contemplar tais objetos, nos convida a refletir sobre nossa existência e legado, questionando como futuras gerações interpretarão nossa própria passagem pelo tempo.
Cada elemento é uma peça do quebra-cabeça, parte essencial de uma história do planeta. Elizabeth, como uma fiel cronista do tempo, escava camadas de terra e poeira, desvendando segredos enterrados. Em cada fragmento de cerâmica vislumbramos uma janela para outro universo, onde a vida pulsa em ritmos diferentes dos nossos. Os objetos são mensageiros sussurrando-nos histórias que ecoam, onde o passado e o presente se entrelaçam.
Julie Brasil